quinta-feira, 30 de abril de 2009

No seu Centenário, Colorado é fiel à sua história


Como de costume, assisti ao jogo de ontem do Internacional pela Copa do Brasil, diante do Náutico, na casa do adversário. Mais do que outra vitória folgada, do que a classificação para as quartas-de-final do torneio nacional que não conquistamos desde o distante ano de 1992, o que mais me deixou satisfeito na partida de ontem foi a confirmação de que esta atual equipe colorada carrega no seu futebol todos os atributos essenciais de todas as demais equipes que marcaram época no nosso amado clube.
Qualquer um que realiza uma análise atenta ao histórico do Internacional, irá constatar que, sempre que o clube cumpriu ciclos vitoriosos em suas jornadas futebolísticas, apresentou ao mundo equipes que tinham em comum os seguintes atributos: condicionamento físico exemplar, sentido de marcação impecável, caracterizado por ser sufocante e realizado em locais adiantados do gramado, brilho técnico concedido por jogadores de grande capacidade individual,mas sempre conscientes da necessidade de atuar em prol do coletivo, comportamento semelhante em jogos realizados dentro do Gigante ou em praças alheias e a determinação para sempre querer mais, que me faz imaginar, que há no vestiário vermelho uma frase de Goethe, apesar de que é difícil que alguém lá o tenha lido, que é mais ou menos assim: “ nunca nos afastamos tanto dos nossos objetivos como quando julgamos possuir o objeto desejado”.
Foi assim no passado, nas duas edições do Rolo Compressor. Foi assim nos anos 70. Foi assim na Libertadores e no Mundial. O Colorado é o clube brasileiro que ao longo da sua história melhor soube equacionar o binômio marcação-posse de bola. E muito embora a maioria dos nossos títulos tenha sido conquistada no Beira-Rio, foram muitas as jornadas gloriosas fora do nosso território, como por exemplo a vitória sobre a Máquina Tricolor de Rivelino no Maracanã, os triunfos sobre o Barcelona de Maradona no Camp Nou e no Japão, as vantagens obtidas sobre São Paulo e Estudiantes que encaminharam os recentes títulos continentais. E quando as vitórias não vieram, certamente fez falta um desses elementos em nossa equipe.
Por constatar que tudo isso tem sido mostrado por Taison, D´Ale, Nilmar, Sandro, Guinãzu, pela diretoria e comissão técnica é que fui dormir feliz. Pude verificar que, no ano e no mês em que completou 100 anos, o Internacional apresenta um time que reedita os seus melhores momentos. Que leva ao campo aquilo que é a síntese do que o torcedor colorado conceitua como bom futebol e pelo que se apaixona. Talvez não sejamos o “Rolo”, no restante do ano. Confio que é possível ganharmos tudo o que vier pela frente em 2009 e torço fiel e apaixonadamente para isso, mas no futebol, a verdade é que acontece no campo durante aqueles mágicos 90 minutos de cada jogo que começa em igualdade para todos os participantes. Mas de qualquer modo, a alegria que habitou meu coração na noite de ontem já vai servir para marcar, de modo singelo, o ano do centenário.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Apresentando-me

Não há momento na vida de qualquer um, em que o advérbio "quem" não esteja presente. Do momento em que se faz parte, voluntariamente ou não, de uma coletividade, tornam-se necessárias respostas sobre a sua essência. Logo, o ato da apresentação é impertativo, vez que o homem é "um animal político". O engraçado é que poucas são as questões tão inquientantes quanto essa. Há os que fogem. Há os que preferem mostrar algo que não são. Há os que, por absoluta falta de vocabulário não conseguem transformar sua essência em palavras. Talvez eu tenha pensado nessas três categorias, nada científicas, fruto da minha observação e de nada mais, porque me enquadre um pouco em cada uma delas. No momento, não transitam pela mente palavras mais precisas sobre mim do que as de Quintana:
"Se as coisas são inatingíveis ... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas!"

Estou sempre matutando e procurando algo melhor. Assim que encontrar, eu aviso!

Isso não é tudo,


Guilherme