
Com certo atraso, é verdade (ou eu tenho me atrasado muito ou o tempo está depressa demais), vou mandar minhas impressões acerca do último disco do Arctic Monkeys, Humbug, lançado mundialmente no dia 25 de agosto, mas que desde o final de julho já tem integrado o meu playlist, graças à Internet. A rede mundial de computadores, aliás, é parte importante da história dessa banda e um dos motivos pelos quais os Monkeys estão, na minha avaliação, na história da rock. Devo discorrer um pouco sobre isso, acredito que acaba sendo importante para que eu posicione o novo disco no atual cenário pop. Antes mesmo de avaliarmos se estamos diante de uma banda realmente legal ou se eles são mais uma porcaria que os gringos tentam nos empurrar goela abaixo, precisamos reconhecer que o lançamento do primeiro álbum, e os momentos imediatamente anteriores e posteriores a ele são um marco na transformação da indústria fonográfica .O feito se deu mais ou menos assim: lá pelos idos de 2005, ao mesmo tempo em que o AM lançava seus primeiros “compactos”, soltava na internet as mesmas músicas, e ia amealhando fãs que por conta dessa admiração faziam aquela mão para ajudar na divulgação, comentando em fóruns de discussão e afins e mantendo uma página não-oficial no MySpace. Dessa forma, o Arctic Monkeys se tornaram a banda do momento, sem ainda um contrato assinado ou um álbum cheio lançado. Veio então “Wathever People Think I´am, That´s Why I´m Not”, e uma cacetada de CD´s foi vendida logo de cara. Aí é que, sem uma linha de análise sobre o som em si, já dá pra dizer que a banda é um paradigma na transição da fase do domínio das gravadoras, da mídia física para algo que nós ainda não temos bem certeza o que é, mas que já podemos afirmar que a grande rede tem um papel central no modo de relacionamento entre artistas e fãs, no processo criativo e na definição de tendências. Daí que o Arctic Monkeys é uma banda importante.
Sobre o terceiro disco(?), este Humbug que agora comento, muita coisa já foi dita. Que está mais sombrio, que está mais maduro, que a produção de Josh Homme possivelmente seja o fator que traga para o som do Arctic Monkeys esses dois atributos,bla bla bla .... Tantas vezes isso já foi dito, por tanta gente, que isso já virou clichê, mas é verdadeiro. Nesse disco, o AM chega a uma sonoridade que parece tornar contornos que definirão a carreira da banda daqui por diante. Se o primeiro foi um petardo que reuniu diversas talentosas canções explosivas e adolescentes, o segundo cumpriu bem o seu papel de Segundo Disco, ou seja, segurou a banda no falatório sem grandes mudanças, o terceiro traz temáticas mais elaboradas, menos agressividade, mais cadência, bons riffs, maior detalhamento na composição das guitarras. Gostei. Especialmente da faixa que abre os trabalhos, My Propeler, que já vem mostrando muito bem o que eu estou tentando dizer. Criyng Lighthing tem um refrão inspiradíssimo. Ainda destaco a calma e introspectiva Secret Door, em que há até um violãozinho no fundo(!) e a última, The Jeweller´s Hands, uma música que pode ser chamada de madura.
Veja então, que eu falei no primeiro parágrafo, que trato de uma banda importante. No segundo, que se trata de um disco legal. Só posso dizer então para que você baixe ou compre o disco, mas trate de ouvir. Nesse cenário em que eles mesmo ajudaram a (des)construir, em que ainda se busca uma nova definição sobre como o circo todo vai se armar ou se até mesmo se haverá um novo jeito único de fazer as coisas, o Arctic Monkeys prova que no fim das contas, a música sempre acaba se impondo.
Sobre o terceiro disco(?), este Humbug que agora comento, muita coisa já foi dita. Que está mais sombrio, que está mais maduro, que a produção de Josh Homme possivelmente seja o fator que traga para o som do Arctic Monkeys esses dois atributos,bla bla bla .... Tantas vezes isso já foi dito, por tanta gente, que isso já virou clichê, mas é verdadeiro. Nesse disco, o AM chega a uma sonoridade que parece tornar contornos que definirão a carreira da banda daqui por diante. Se o primeiro foi um petardo que reuniu diversas talentosas canções explosivas e adolescentes, o segundo cumpriu bem o seu papel de Segundo Disco, ou seja, segurou a banda no falatório sem grandes mudanças, o terceiro traz temáticas mais elaboradas, menos agressividade, mais cadência, bons riffs, maior detalhamento na composição das guitarras. Gostei. Especialmente da faixa que abre os trabalhos, My Propeler, que já vem mostrando muito bem o que eu estou tentando dizer. Criyng Lighthing tem um refrão inspiradíssimo. Ainda destaco a calma e introspectiva Secret Door, em que há até um violãozinho no fundo(!) e a última, The Jeweller´s Hands, uma música que pode ser chamada de madura.
Veja então, que eu falei no primeiro parágrafo, que trato de uma banda importante. No segundo, que se trata de um disco legal. Só posso dizer então para que você baixe ou compre o disco, mas trate de ouvir. Nesse cenário em que eles mesmo ajudaram a (des)construir, em que ainda se busca uma nova definição sobre como o circo todo vai se armar ou se até mesmo se haverá um novo jeito único de fazer as coisas, o Arctic Monkeys prova que no fim das contas, a música sempre acaba se impondo.
