Existe algo, além da morte, que passamos a vida toda querendo evitar. Mesmo cientes de que a nossa existência é marcada pelo equilíbrio entre momentos bons e ruins, fazemos de tudo para evitar a dor. Desde muito jovem, me vi obrigado a conviver com ela, a ter que enfrentá-la. Desses eventos, aprendi a me comportar de dois modos, que podem até soar contraditórios. O primeiro modo, me leva a ser um cara que pensa muito antes de qualquer ação. Sem qualquer dado estatístico, acredito que eu, muito mais do que a média da população mundial, reflito demais antes de adotar uma posição, fazer algo ou exteriorizar o que eu sinto, justamente por temer a dor. O outro modo, e aí você vai entender porque eu disse que pode parecer contraditório, é o que acontece quando eu sinto dor. Também sem nenhuma fonte formal da informação, acredito que sou uma pessoa que sabe como poucas lidar com a dor, quando a sinto (como pode alguém que tanto foge da dor conviver bem com ela? Nem eu sei, mas esse não é o assunto, ao menos agora). Muito antes de saber que alguém tinha escrito, já tinha bem presente entre as minhas ideias e sensações aquela frase de Nietzsche (de quem não sou fã, pela sua má filosofia, demasiadamente desumana, mas também a crítica a ele não é o principal assunto do momento), que diz mais ou menos o seguinte “aquilo que não me mata, só me fortalece”. Acredito que, quando sentimos dor, e esses momentos são inevitáveis, é fundamental que possamos vivê-la e suportá-la. Se conseguirmos isso, mesmo que ela custe muito do que temos e somos, e espalhe efeitos para toda nossa existência, estaremos mais fortes na hora em que a dor passar ou ao menos não for tão intensa por estar mais distante do centro de nossas ações, e estiver apenas guardada em um canto, suplantada por momentos bons que a ela se sobrepõem.
Talvez essa capacidade que eu tenha venha de mim, do que passei. Mas acredito que na realidade, recebi de pessoas com quem eu orgulhosamente convivo, que me mostraram que isso não é uma mera filosofia de botequim ou trecho de livro de autoajuda, a quem gostaria de dedicar essas breves linhas. Me vem à mente agora, em especial, as trajetórias de vida do meu comprade Júlio e da minha prima Carolina. Se eu pensar mais um pouco, de outras histórias me lembrarei, e se for o caso, as registrarei aqui também. Gostaria muito que esse texto também inspirasse meu pai, cujo momento me levou a pensar sobre o assunto.
Talvez essa capacidade que eu tenha venha de mim, do que passei. Mas acredito que na realidade, recebi de pessoas com quem eu orgulhosamente convivo, que me mostraram que isso não é uma mera filosofia de botequim ou trecho de livro de autoajuda, a quem gostaria de dedicar essas breves linhas. Me vem à mente agora, em especial, as trajetórias de vida do meu comprade Júlio e da minha prima Carolina. Se eu pensar mais um pouco, de outras histórias me lembrarei, e se for o caso, as registrarei aqui também. Gostaria muito que esse texto também inspirasse meu pai, cujo momento me levou a pensar sobre o assunto.
Muito legal sua reflexão, Gui! Você escreve muito bem!!! E obrigada pela referência à minha pessoa! Te amo, primo. Beijos
ResponderExcluirNina