sábado, 2 de maio de 2009

Os Gallagher e a minha paixão pelo rock

Dentro de dez dias, desembarcarão em Porto Alegre os irmãos Noel e Liam Gallagher e sua trupe para seu primeiro show na capital do Estado. Isso não é novidade. Não é novidade que eu sou um profundo admirador dessa banda de Manchester. Por isso escreverei uma série de posts em homenagem ao Oasis, até como uma forma de “esquentar” o clima para a apresentação que promete ser histórica. O primeiro que começa no parágrafo posterior vai contar como eu conheci a banda e como eles foram importantes para que eu me tornasse um fã de rock.
Pois bem. O ano era 1997. Tinha eu portanto, 12 anos de idade, e como a maioria dos guris dessa idade, estudava pela manhã e ocupava as tardes com o futebol, algo que me divertia e alimentava o meu sonho de ser o camisa 9 do Internacional. Vivendo essa rotina, o horário das 18 horas era o que me sobrava para acompanhar a televisão e ficar a toa por alguns momentos. Em casa, nossa família dispunha de TV a cabo, o que na época era algo ainda pouco difundido. Era nesse horário que eu acompanhava o finado Disk MTV . Sim, a mesma MTV que hoje passa desenhos animados sem graça, programas “formadores” de opinião e pouca música de nível, era em 1997 um canal que ainda se dedicava a trazer algo consistente para quem acompanhava sua programação. Além disso, rede de computadores era uma expressão remota. Logo, para uma mente em formação, a opção de fugir do som da FM e das aulas de música do colégio era a MTV mesmo.
E foi ali, em casa, nos meus fins de tarde que eu passei a prestar um pouco de atenção na música que vinha de outros lugares do planeta. É verdade que, com doze anos às vezes não se tem muito critério. Você acaba ouvindo coisas que na semana seguinte prefere esquecer. Mas no meio dos espinhos, duas bandas em especial floriram para mim. Uma, de uns senhores que faziam um som que misturava guitarras com uns vocais puxados para o rap. Minha reação, surpreendentemente madura para alguém daquela idade foi algo do tipo: “esses caras não podem estar ainda aí com a moral que têm fazendo esse som”. Eram os Rolling Stones, que divulgavam naquele ano o álbum Bridges to Babylon, um dos mais fracos das véias, se não for o mais fraco. O clipe trazia uma moça de rara beleza, não muito famosa à epoca, Angelina Jolie. Mas a minha inconformidade com esse som me levou a descobrir o melhor dos Stones, e a minha admiração por eles dura até hoje. A outra banda era de uns caras marrentos, que usavam umas jaquetas compridas, o cabelo na cara e faziam um som com guitarras distorcidas e melodias incríveis. Ninguém menos que o Oasis. Lembro-me perfeitamente do clipe de D´You Know What I Mean?, com um helicóptero, mas principalmente o vídeo não-linear que mostrava um acidente de moto, que realmente marcou a minha iniciação no rock, do som Stand By Me.
Esse foi o começo. Um tempo depois, veio a primeira guitarra, a discografia dos Beatles e a coisa não parou de crescer. Até descobri que o Oasis tinha discos muito melhores do que aquele que me atraiu primeiramente, Be Here Now. E o rock segue em mim. Não apenas a música, mas também a sensibilidade, o sentimento e o espírito contestador que o permeiam. Que essa passagem do Oasis por que tenha significado semelhante para outros guris de 12 anos...

http://www.youtube.com/watch?v=N9kdHXrJYF8

3 comentários:

  1. N.E.: Onde eu disse "parágrafo anterior", leia-se "parágrafo posterior"

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  2. po...me lembro bem da época de disk mtv...costumava assistir desde 94, com meu irmão mais velho...lembro da astrid apresentando, daquela outra magrinha q esqueci o nome...e como eram bons os clipes q passavam...hj ta uma mer... total! Lembro bem dos clipes do Oasis tb heheh...bons tempos q nao voltam! bjo!

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  3. Gui, tá muito bala esse blog, parabéns! Belos textos meu velho! Abraço!!

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